Ivaneide Barbosa do Nascimento, 65 anos, mais conhecida como Irmã Neide, que foi velada por três dias em sua casa, no bairro de Jaguaribe, Capital, sem que seu corpo entrasse em decomposição ou exalasse mau cheiro, foi finalmente foi sepultada na tarde desta terça-feira (27), exatamente às 16h20, no Cemitério Parque das Acácias, de João Pessoa.
O caso da Irmã Neide fez com que muitos acreditassem que ela teria sido alvo de dois milagres - um pouco antes de morrer e outro após a sua morte por volta das 9h da manhã do último sábado (24).
Nos seus últimos dias de vida, ela teria recebido uma ‘revelação’: um filho seu e outro parente próximo, há anos afastados da Paraíba e da Igreja Assembléia de Deus, recuperariam a fé e retornariam às práticas evangélicas pentecostais.
O segundo milagre decorreria do primeiro. Após morrer, Irmã Neide permaneceria com o seu corpo íntegro o tempo necessário para que seus parentes pudessem retornar à Paraíba, vindos da Suíça, e participar do sepultamento de um corpo que, três dias após a morte, mantinha-se íntegro como se vivo ainda estivesse.
Além disso, deformidades nos membros inferiores e nas mãos de Irmã Neide desapareceram logo após seu falecimento.
Ela tinha as mãos fechadas, ‘entrevadas’, e as pernas arqueadas. Acreditava-se, inclusive, que tais deficiências dificultariam fechar o caixão em que foi colocado o corpo.
Para surpresa de familiares e amigos, depois que ela morreu não houve a menor dificuldade em juntar-lhes as mãos, entrelaçando seus dedos, e estirar-lhe as pernas.
O atestado de óbito de Irmã Neide foi assinado por Márcia Esteves, médica do Samu e da família.
Oficialmente, a religiosa morreu em conseqüência de uma parada cardio-respiratória. O velório transcorreu desde sábado na residência da falecida, na Rua João Paulo Neto, em Jaguaribe.
Irmãos de fé disseram ao Portal Correio que a irmã Neide era admirada e reconhecida por sua bondade e dedicação ao próximo. "Ela costumava, antes de adoecer e perder os movimentos das mãos e pés, ir a presídios, enfermarias e outros lugares para levar ajuda aos que precisavam. Ela era uma pessoa muito boa. A sua fé era muito grande. Muitas vezes as suas palavras de fé me ajudaram", declarou uma mulher que pediu para não ser identificada.
O fato de o corpo de a irmã Neide não se decompor nem exalar mau cheiro três dias após o falecimento poderia ser explicado pelo uso contínuo e prolongado de remédios.
A hipótese, no entanto, não foi bem aceita pelos evangélicos que velavam o corpo. Alguns sustentavam que a única explicação plausível era a de que através do corpo de aparente fragilidade da mulher Deus teria manifestado o seu poder.
Alguns curiosos que velavam o corpo chegaram a sugerir que a irmã Neide poderia ter sofrido um ataque de catalepsia, distúrbio que impede o doente de se movimentar, apesar de continuarem funcionando os sentidos e as funções vitais (só um pouco desaceleradas).
O cortejo que levou a religiosa ao Parque das Acácias – o caixão sobre um carro do Corpo de Bombeiros, com direito batedores da Polícia Militar e participação de amarelinhos da STTrans – foi marcado por muita comoção e intensa curiosidade de populares em todas as ruas e bairros da chamada Zona Sul da Capital. Cerca de 150 pessoas assistiram ao sepultamento no cemitério.
A História do Rádio no Brasil
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Anos 40 Está no ar o Grande Jornal Falado Tupi, de SP. Foi o primeiro jornal falado do rádio.
1941 Começa em 12 de julho a transmissão da primeira rádio novela do País. Durou cerca de três anos os capítulos de "Em Busca da Felicidade", pelas ondas da PRE-8, Rádio Nacional do RJ. Depois vem o grande sucesso: a novela "O Direito de Nascer".
1941 Repórter Esso. Surge o noticioso mais importante do rádio brasileiro. Foi às 12h45min de 28/08/1941, que a voz de Romeu Fernandez anunciava o ataque de aviões da Alemanha à Normandia, durante a 2ª Guerra Mundial. O grande líder do programa foi o gaúcho Heron Domingues. Em São Paulo a transmissão era feita pela Record PRB-9. A credibilidade do noticiário era tão grande que o público só acreditava nas notícias se confirmadas pelo Repórter Esso.
Balança mas não cai Nos anos 40, Max Newton Nunes, desponta no rádio como redator de scripts. Logo passa a empresariar Barbosa Júnior, que se notabilizou pela famosa frase "A beijoca do Barbosa", que é utilizada por Jô Soares mais de 50 anos depois, quando diz: "Um beijo do gordo". Em 1948 na Rádio Nacional, tem seu programa de maior êxito, o Balança mas não cai", com os famosos "primo pobre e primo rico", vividos por Brandão Filho e Paulo Gracindo.
1º de abril!!! No dia 1º de abril, em algum ano próximo à Copa de 1950, o locutor esportivo Geraldo José de Almeida, da Rádio Record, irradia um jogo inteirinho do poderoso time do São Paulo, que contava com Leônidas e Bauer e estava excursionando pela Europa. Final da partida e um resultado que chocou os torcedores: o São Paulo havia perdido por 7 X 0. Só no dia seguinte a Rádio Record anuncia que tudo não passou de uma farsa. O jogo nem tinha acontecido! Brinacadeira no dia da mentira...
Anos 50 Surge a TV no Brasil, alicerçada nos profissionais do rádio.
Anos 60 O rádio assume papel importante nos diversos acontecimentos, como:
Inauguração de Brasília. Renúncia de Jânio, quando Antonio Pimentel, da Rádio Bandeirantes de SP, leu o texto da renúncia, em 25/8/61. Bi Campeonato Mundial, em 62, narrado por Pedro Luiz, da Jovem Pan de SP. Em 64, queda de João Goulart, quando as rádios conclamavam o povo a resistir. A Record, em 66, com o 1º Festival da música Popular Brasileira. Em 1969, as rádios do planeta todo transmitem a chegada do homem à Lua...
Anos 70 Revolução no meio Rádio, com a explosão das rádios FM.
São muitos os nomes daqueles que ajudaram a escrever a história do Rádio. Dentre os muitos que merecem destaque, selecionamos alguns que com certeza fariam parte do "Hall of the Fame" do Rádio:
Ademar Casé - avô de Regina Casé , chega humildemente ao rádio, em 1932. Teve em seu programa, na Rádio Philips, uma verdadeira escola do rádio no Brasil. Criou o 1º jingle nacional: "Oh! Padeiro desta rua/Tenha sempre na lembrança/Não me traga outro pão/Que não seja o pão Bragança..." Foi um sucesso!
Roquette Pinto - é considerado o pai da radiofonia brasileira. Em 1923 implanta com Henrique Morizete a 1ª emissora de rádio no País: a PRA-2 Sociedade do Rio de Janeiro.
Almirante (Henrique Foréis Domingues) - a maior patente do rádio! Cantor, compositor, ator, produtor, fez sucesso nas décadas de 30 e 40. Em 34, estréia no programa de Ademar Casé. Em 39, na Rádio Nacional, cria o 1º programa de auditório do rádio brasileiro: "Caixa de Perguntas".
Pedro Luiz - um dos maiores locutores esportivos de todos os tempos. Criou um estilo que virou referência até os dias de hoje.
Chico Anysio - aparece nos anos 40, produzindo e apresentando muitos programas, como o "Rua da Alegria", na Rádio Tupi carioca.
Emilinha Borba - cantora que começou na Cruzeiro do Sul. Foi a Rainha do Rádio em 1953 e liderou durante anos as estatísticas de correspondência dos artistas da Rádio Nacional.
Orlando Silva - o "Cantor das Multidões".
César Ladeira - locutor imortalizado por suas memoráveis irradiações de tom político nos anos Revolucionários da década de 30. Foi um inovador no rádio, definindo vários padrões de linguagem e regime trabalhista.
Tico-Tico - o rei dos furos de reportagem. Era tão bom que chegava a se destacar mais que seus entrevistados.
Vicente Leporace - o grande âncora do rádio brasileiro. Até hoje é a grande referência para comentaristas.
Manoel da Nóbrega - um dos, se não o melhor, redator e produtor que o rádio já teve. Dentre suas revelações está Silvio Santos.
Abelardo Barbosa - o Chacrinha, aparece no final dos anos 30, na PRA-8 Rádio Clube de Pernambuco. Afinal, "quem não se comunica se trumbica". Em 1942 ele está na Rádio Difusora Fluminense, onde surge a figura do "Chacrinha". Seu apelido é esse, pois a emissora se localizava numa chácara que ficava afastada do centro de Niterói, onde nos fundos havia plantação de frutas, verduras e legumes. É criado o "Cassino do Chacrinha"... Cassino foi provavelmente inspirado nas casas de jogos existentes no País, que foram proibidas em 1946, por Gaspar Dutra. Em 59, o Velho Guerreiro estréia na TV - "Teresinha Uh! Uh!"
Este é um breve resumo desta apaixonante história do meio Rádio. Há cerca de 100 anos o Padre Roberto Landell foi desacreditado de sua descoberta e por isso nosso querido Brasil não tem a patente desta invenção. No entanto nos dias de hoje o Rádio é uma potência em nosso País e nos últimos dois anos vem ganhando mais espaço na distribuição de mídia no bolo publicitário. No milênio passado o Rádio caminhou da criação até a era digital, a era da Internet... Neste novo milênio novas tecnologias virão para consolidar mais e mais o meio Rádio como o maior veículo de comunicação de todos os tempos.
Fonte:
Livro: Histórias que o Rádio Não Contou, de Reynaldo C. Tavares. Editora Harbra.
Agradecimento Especial: Sra. Maria Pia, da Editora Harbra.Colaboração: profissionais da Rádio 2 - Roberto Mencarini, Elvio Mencarini, Reinaldo do Carmo, Carlos Manzano, Pércio de Piratininga, Alberto Junqueira
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
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